Morpheus, escultor de névoas,
teço-me em teus dedos
como bruma que dança
no ventre da noite.
Tu, que bordas silêncios
com fios de estrela,
leva-me ao centro do Sonhar,
onde o tempo adormece
e os símbolos florescem em segredo.
Não venho para fugir —
venho para lembrar
o que a alma sempre soube
antes da aurora do mundo.
Ensina-me a ver
com olhos fechados,
a tocar o invisível
com a pele do espírito.
E quando findar a vigília,
que seja em ti
que eu desperte.