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Presente onírico Part.II

🎈11 de março de 2022, sexta-feira – Cabo Frio, RJ

    No meu aniversário estava na plateia de um ensaio que acontecia em um estúdio de música, assistindo André Matos cantar Carry On. Permanecia de pé, observando-o de perfil. Havia uma barreira física entre nós e o palco, e eu cantava emocionada em perfeita sincronia, bem próxima a essa divisória.

    De repente, André notou minha presença. Caminhou em minha direção olhando profundamente nos meus olhos, com um sorriso contagiante,  me entregou o microfone no último refrão, e cantei a plenos pulmões: "The remains from the past, to carry on, The remains from the past..." para a plateia que nos ouvia não houve troca de som, o nosso timbre era idêntico, como se fosse uma única voz, continua... Em seguida ele, virou-se e saiu.

    Fiquei em êxtase. A força emanada de sua presença e a potência daquele vocal reverberavam de forma avassaladora, entorpecendo todos os meus sentidos, meu corpo vibrava inebriado com ondas pulsantes de calor que irradiava de dentro para fora. Como se algo tivesse despertado em mim, acordei tomada por uma comoção profunda — algo em meu coração se transformou para sempre neste dia.









O Enigma da Bruxa

🌕 28 de Fevereiro de 2024, Quarta-Feira - Lua Cheia

No estado etéreo da consciência, atravessei os portões daquela cidadela Lyra van Garden, fundada por Lua Valentia no plano astral. Logo na entrada, um jardim exuberante com folhagens exóticas e altivas, havia naquele lugar um magnetismo implacável que me fazia seguir adiante com curiosidade.
    Observar a rotina da bruxa que edificou aquele império, homens poderosos, de terras distantes e realidades paralelas, vinham visita-la fascinados, pelo poder que ela irradiava. Entre os visitantes, se destacava um cavalheiro americano com trajes do século XVIII. Este a cortejava com elegância, mas por trás dos gestos refinados, escondia a ambição crua de destroná-la. Durante um passeio pelo jardim tive uma visão remota: vislumbrei o instante exato em que, ao se aproximarem das imensas plantas carnívoras, ele a beijaria apenas para empurrá-la para o abraço à mortal da planta. 
    Mas Lua antecipou-se ao golpe, no momento em que estavam diante das sinistras vegetação mortal, ela assumiu o controle. Beijou-o primeiro  com intensidade e domínio e, num gesto rápido, inverteu os papéis. E por fim foi ele quem terminou devorado, entregue às mandíbulas famintas das plantas. O jardim mergulhou em um silêncio fúnebre, rompido apenas pelo som viscoso da digestão. Um aroma ácido tomou o ar. Lua, impassível, não olhou para trás. E fui levada de volta para meu quarto...




Presente Onírico Part. I

Certa vez, sonhei que caminhava descalço na praia das dunas em cabo frio, meus pés tocando a areia me trazia uma sensação de calor reconfortante. A brisa leve e refrescante acariciava meu rosto, trazendo consigo o acalento que aquecia meu coração. Sentei-me à beira do mar, a agua estava tranquila. Tirei do bolso um bloco de notas, e os versos derramando-se no papel, sem que eu precisasse anota-los:.
 Na imensidão tranquila desse infinito azul
contemplei a paz em meu coração.
Um silêncio profundo,
Se rompe em uma canção
celeste, ecoando o vasto infinito.
A vibração das notas invade o meu ser,
E meus olhos flamejantes
se perdem no horizonte.
Sento-me à beira-mar, observando os passos 
meus deixados na areia,
me pergunto, em silêncio:
Que segredos a próxima onda
me trará, desta vez? 
De repente, um estrondo rompeu a harmonia do silêncio. Olhei para o horizonte e vi, um caminhão pesado deslizando lentamente sobre as águas. Mesmo assim, o mar não se agitou, e o azul tranquilo permaneceu intocado. E ali, em meio ao paradoxo, eu entendi que a essência interior não se deixa abalar, mesmo pelos maiores estrondos da realidade.



Metamorfose do Ar

 Sonhava que treinava em uma pista de moto escola, mas, ao invés de aprender a pilotar uma moto, eu usava meu próprio corpo como propulsão. Acelerava até atingir a velocidade máxima, me lançando para o alto, transformando-me em um dragão cinza e fluido. Voava em espirais pelos céus noturnos, minha forma serpenteando no ar me trazia forte senso de adrenalina, liberdade e poder. A pressão atmosférica pressionava minha face com força, uma sensação de domínio que durava apenas breves minutos, até que perdia velocidade e voltava à forma humana, tocando o solo. Minha essência era fluída, como se minha substância fosse feita de éter, a sensação de fluidez da cauda do dragão dançando pelas correntes de ar, me traziam uma graça hipnótica, acordei em êxtase intenso  



𝕱𝖊𝖘𝖙𝖆 𝖊𝖘𝖙𝖗𝖆𝖓𝖍𝖆 𝖈𝖔𝖒 𝖌𝖊𝖓𝖙𝖊 𝖊𝖘𝖖𝖚𝖎𝖘𝖎𝖙𝖆

𝟔 𝒅𝒆 𝒂𝒈𝒐𝒔𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝟐𝟎𝟐𝟏, 𝑹𝒆𝒈𝒊𝒔𝒕𝒓𝒐 𝑶𝒏í𝒓𝒊𝒄𝒐🌙 𝑩𝒆𝒍𝒐 𝑯𝒐𝒓𝒊𝒛𝒐𝒏𝒕𝒆

Liturgia do sonhar

  Morpheus, escultor de névoas, teço-me em teus dedos como bruma que dança no ventre da noite. Tu, que bordas silêncios com fios de est...