Além do bem e do mal, nos provoca a refletir:"Quando você olha muito tempo para o abismo, o abismo olha para você"
Num lugar anterior ao tempo,
Sophia já dançava com esse presságio.
Ela via o que escapa aos olhos divinos:
as possibilidades profanas à espreita,
ocultas nas entrelinhas do caos.
É como olhar para as nuvens
em tardes de sol calmo
e vê-las, inquietas,
moldarem formas sobre formas
sem jamais se deterem.
E nós em meio a isso?
Seguimos fitando sombras,
interpretando reflexos,
abraçando o que parece ser —
mas não é.
Na tentativa de retornar para a beleza original
Do plano onde as ideias são perfeitas
Onde não veremos apenas reflexos
E sim, a realidade sem os véus das ilusões...
