Esses versos são véus,
não dizem de mim
Sou o sopro que
escapa entre palavras,
e o coração, ah…
esse, já não é meu.
Pertence ao vento,
ao dia que passa
sem pressa de ficar.
E, no entanto, co-criamos
jardins onde antes era pedra,
paisagens que nascem
no compasso do olhar calmo.
Nos caminhos do coração,
ainda pulsa uma canção
serena, quase esquecida.
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