Presente OnĂ­rico Part. I

Certa vez, sonhei que caminhava descalço na praia das dunas em cabo frio, meus pés tocando a areia me trazia uma sensação de calor reconfortante. A brisa leve e refrescante acariciava meu rosto, trazendo consigo o acalento que aquecia meu coração. Sentei-me à beira do mar, a agua estava tranquila. Tirei do bolso um bloco de notas, e os versos derramando-se no papel, sem que eu precisasse anota-los:.
 Na imensidĂŁo tranquila desse infinito azul
contemplei a paz em meu coração.
Um silĂŞncio profundo,
Se rompe em uma canção
celeste, ecoando o vasto infinito.
A vibração das notas invade o meu ser,
E meus olhos flamejantes
se perdem no horizonte.
Sento-me Ă  beira-mar, observando os passos 
meus deixados na areia,
me pergunto, em silĂŞncio:
Que segredos a prĂłxima onda
me trará, desta vez? 
De repente, um estrondo rompeu a harmonia do silêncio. Olhei para o horizonte e vi, um caminhão pesado deslizando lentamente sobre as águas. Mesmo assim, o mar não se agitou, e o azul tranquilo permaneceu intocado. E ali, em meio ao paradoxo, eu entendi que a essência interior não se deixa abalar, mesmo pelos maiores estrondos da realidade.



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