Sátiros do Caos

26 de maio de 2024, um sonho estranho e poderoso tomou conta da minha mente.

    Eu estava na varanda, conversando tranquilamente com meu vizinho Matheus, quando algo mudou repentinamente. Seu semblante se transformou, e sua voz, antes amigável, tornou-se carregada de hostilidade. Sem motivo aparente, ele começou a proferir insultos e palavras violentas, como se uma fĂşria tivesse se apoderado dele. Mas suas palavras abriam portais.

    A cada insulto, rasgos invisĂ­veis se abriam no espaço, dando passagem a pequenos sátiros; essas criaturas tinham olhos selvagens e um sorriso depravado, moviam-se de maneira caĂłtica e carregavam consigo uma energia desordenada e perturbadora.

    Cada um correu para sua casa, fechando portas e janelas. Mas os sátiros pareciam ter escolhido um alvo: Matheus. Eles se depredavam sua casa, quebrando portas e janelas, tentando invadir seu refĂşgio. E, pior, suas vozes eram tĂŁo cortantes quanto suas garras. Eles nĂŁo apenas atacavam fisicamente, mas vociferavam ofensas degradantes.

    Observei tudo de um ponto seguro, mas logo percebi que o caos instaurado era insuportável. Sai pela janela e, flutuei sobre a casa de Matheus, invocava a Chama Violeta.

    Imediatamente uma espiral pulsante, de luz violeta desceu, varrendo o caos, dissolvendo as formas e silenciando a discĂłrdia daqueles numerosos seres. A casa de Matheus, antes tomada pelo pavor, agora repousava em uma quietude estranha. E entĂŁo acordei





 

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